29 de julho de 2010


UM MENINO DE RAFARD


Como todos nós, humildes filhos de Rafard, chamada de cidade coração, Cristiano Savagin cresceu, pé no chão, jogando peteca, rodando pião, empinando pipa...
Profissionalmente começou no Semanário amparado pelas mãos de Zé Coquinho.
E Cristiano Savagin cresceu.
Sempre atento aprendeu o oficio de fotógrafo, jornalista, gráfico, enfim um pouco de tudo como acontece com quem atua em meios de comunicação do interior paulista.
E Rafard ficou pequena para tanto talento e competência já acumulados ainda em tenra idade.
E Cristiano Savagin partiu em busca de novos horizontes, de oportunidades de extravasar sua emoção e talento.
Anos depois reencontro Cristiano Savagin, agora na Wenceslau Braz que o recebeu de braços abertos e nosso conterrâneo se fez empresário de sucesso e respeito, no setor de comunicação.
Sua posição de independência editorial até consegue granjear alguns inimigos, mas certamente seu patrimônio e amigos e admiradores aumenta dia a dia.
Segue em frente meu amigo.
Que Deus continue abençoado você e seus caminhos, pois você merece.

José Maria de Campos
www.nossojornal.com

Artigo escrito pelo escritor e jornalista, José Maria Campos - SP

Edição º:22


Editorial: Meu Carro, Meu Corpo

Muitas campanhas têm sido feita para tentar sensibilizar as pessoas frente aos problemas de trânsito, tais como: dirigir embriagado, dirigir com a carteira suspensa, não respeitar a velocidade e a falta de segurança com crianças pequenas transportadas.
Um número muito alto de acidentes acontece todos os dias, pessoas são atropeladas, carros são batidos e em piores casos pessoas falecem. Mas porque será que no trânsito acorrem tantos acidentes e as pessoas cuidadosas em seus cotidianos no trânsito se tornam um risco?
A grande maioria das pessoas prezam por suas famílias, são cuidadosos com seus filhos, não deixam eles nem chegarem perto de uma tomada que podem levar choque, mas quando os transportam acham um absurdo colocarem eles em uma cadeirinha que lhe trará segurança.
Pessoas colocam cerca elétrica em suas casas para evitar roubos, tiros, trancam o portão de suas casas por segurança para poderem proteger a si mesmo e seus familiares, mas quando entra no carro não coloca e não exige que outros usem o cinto de segurança.
Muitos homens prezam por sua saúde, seu bem estar e das pessoas a quem ama, buscam ser um pai e um esposo compreensivo, dedicado, amoroso, mas quando saem bebem bebidas alcoólicas e embriagados dirigem seus carros, levando dentro dele o seu bem mais precioso: as pessoas a quem ama. Não parece contraditório que as pessoas que cuidam tanto da segurança, do bem estar e da vida usem seus próprios carros como arma?
Na estrada, quando são ultrapassados se sente ofendidos e tem que fazer uma nova ultrapassagem mesmo que seja perigosa, somente para não se sentirem literalmente passados para trás. É como se estivessem em uma corrida e quem vence, é quem chega primeiro, mas em muitos casos o pior acontece e acabam não chegando ao destino desejado.
Será que realmente podemos ser mais poderosos, melhores e mais livres correndo em nossos carros ou isso é apenas uma maneira de pelo menos naquele minuto nos sentirmos tudo que gostaríamos de ser? Será que quando estamos bem com nós mesmos precisamos da velocidade do carro para nos sentirmos grandes e o vento no rosto para nos sentirmos livres?