1 de dezembro de 2009

Governo ameaça demitir policiais se houver greve

Paraná - Em entrevista coletiva na manhã de quinta-feira (26), em Londrina, o governador Roberto Requião quebrou o silêncio ao se manifestar sobre o indicativo de greve da Polícia Civil e a paralisação de agentes penitenciários. Requião enfatizou que se a categoria parar suas atividades haverá demissão. Em seu pronunciamento, o governador foi ríspido e causou polêmica e repercussão entre os Sindicatos da categoria. “Isso não é uma ameaça é um fato. Se houver greve, mando todos embora e abro rapidamente um concurso. Garanto que tem muitas pessoas querendo trabalhar”, expressou, referindo- se aos policiais civis. Presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná (Sinclapol), André Gutierrez, revela que os policiais decidirão se haverá ou não greve durante a assembléia do próximo dia 10. “Na realidade, esta declaração [do governador] só ajuda a revoltar ainda mais os policiais. Ele [Requião], mais do que ninguém sabe que esta é uma luta justa. Só estamos cobrando a concretização de um Plano de Cargos e Salários que foi uma promessa dele mesmo, materializada no decreto 5721, publicado há quatro anos e ainda hoje sem sair do papel”, contrapõe. Para Gutierrez, o governador está fazendo sua parte.

Reivindicações

Além da concretização do Plano de Cargos e Salários, a Polícia Civil está protestando por mais efetivo e providências que dêem conta da superlotação nas cadeias públicas, especialmente, do interior. Com poucos investigadores, os únicos que existem acabam tendo que cuidar dos presos ocasionando deficiências no trabalho investigativo. Entre os detentos provisórios, o Sinclapol ressalta ainda a existência de encarcerados já condenados e que deveriam estar sob a custódia do Departamento Penitenciário do Estado (Depen).

Nenhum comentário: